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Última atualização:
30/07/2004
DATAPREV
NA IMPRENSA
Notícias
em 30/07/2004
FOLHA
DE SÃO PAULO - Julianna Sofia
ADESÃO
DOS APOSENTADOS NÃO É DEFINIDA
Uma semana depois do anúncio oficial do acordo para pagar a dívida de
R$ 12,3 bilhões com os aposentados, o Ministério da Previdência Social
ainda não definiu quando e como os segurados poderão aderir à proposta
feita pelo governo. Nos últimos dois dias foram realizadas reuniões inconclusivas
entre técnicos dos ministérios da Previdência, do Planejamento, da Fazenda
e da Casa Civil, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, da Dataprev
(empresa de processamento de dados da Previdência) e dos Correios para
discutir como funcionará o esquema de adesão. A Previdência prevê que
serão poucos os aposentados que conseguirão aderir ao acordo a tempo de
ter o benefício corrigido já em setembro. Isso porque a folha de pagamento
de setembro será fechada dez dias antes -em 20 de agosto. Se, na melhor
das hipóteses, os procedimentos operacionais para a adesão forem fechados
na semana que vem e forem implementados de imediato, os aposentados terão
menos de 15 úteis para assinar o termo de adesão. Depois do formulário
assinado, os dados dos aposentados ainda precisarão ser inseridos no sistema
informatizado da Previdência para que seja feito o cálculo da correção
de forma individual. Para os aposentados com ações judiciais, a assinatura
do acordo ainda exigirá homologação do termo pela Justiça.
Convênios
Pela
proposta do governo, os aposentados com benefícios terminados em 1 e 6
devem aderir ao acordo em agosto para garantir a correção em até 39,67%
no pagamento de setembro -primeiro mês para reajuste dos benefícios. De
acordo com a Previdência, estão nessa primeira fase de correção 376 mil
aposentados. A medida provisória com as regras do acordo estabelece que
o 1,8 milhão de aposentados com direito à correção terá direito ao reajuste
a partir de agosto deste ano, independentemente da data de adesão ao acordo
-que vai até 30 de junho de 2005. As diferenças serão pagas retroativamente
aos últimos cinco anos. A medida provisória estabelece que a Previdência
poderá fechar convênios com a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil
e os Correios para ampliar sua rede de atendimento aos aposentados e evitar
filas. Também há a possibilidade de sindicatos e associações de aposentados
integrarem o processo. Até agora, no entanto, as entidades não participaram
das reuniões técnicas. Duas das principais entidades que participaram
da negociação do acordo estão contra a medida provisória. O Sindicato
Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical, que apoiava
o acordo até a semana passada, é contra o texto da medida. A Cobap (Confederação
Brasileira de Aposentados), que fez parte das rodadas de negociações,
não apoiou o acordo final e é contrária às regras estabelecidas pela medida
provisória.
Notícias
em 16/07/2004
JORNAL
DO COMMERCIO (PE)
CONCESSAO
DE BENEFÍCIO FICARÁ MAIS RÁPIDA
O tempo para obtenção de benefícios ou para correção de aposentadorias
e pensões deverá ser reduzido. A Empresa de Tecnologia e Informação da
Previdência Social (Dataprev) digitalizou os dados referentes às
contribuições efetuadas entre 1981 e 1984. Essas informações estavam arquivadas
em 4.709 fichas guardadas no Centro de Tratamento da Informação da Dataprev
e a consulta só poderia ser feita manualmente. Antes da digitalização,
o INSS levava de 30 a 60 dias para consultar as fichas. Tempo que não
será mais necessário. O Centro de Tratamento ainda aguarda outras 13.615
microfichas para disponibilizar informações de 24,6 milhões de contribuintes
individuais do período de 1973 a 1984. Elas já foram digitalizadas, mas
ainda precisam ser indexadas para serem lançadas no sistema para consulta.
Até o fim deste ano, todos esses dados deverão estar disponíveis. Todos
esses dados são indispensáveis no cálculo das contribuições feitas pelo
trabalhador que está requerendo benefício. A primeira parte das informações
já foi disponibilizada no dia 29 de junho e, nos primeiros 15 dias deste
mês, foram registradas 27.136 consultas. O trabalho completo foi orçado
em R$ 7 milhões.
O
DIA
MAIS
FACILIDADE NAS AGÊNCIAS
A Dataprev fez um levantamento de dados que vai facilitar a vida
de 19,9 milhões de trabalhadores autônomos. A partir da digitalização
das informações sobre contribuições feitas ao INSS de 1981 a 1984, as
1.095 agências da Previdência Social do País não vão mais precisar recorrer
à pesquisa manual de documentos, que levava de 30 a 60 dias para ser concluída.
Antes, os dados estavam arquivados no Centro de Tratamento da Informação,
no Rio, em 4.709 microfichas. As informações são fundamentais para que
os servidores do INSS possam calcular as contribuições feitas pelos trabalhadores
que estiverem requerendo algum benefício. O serviço vai proporcionar grande
economia de tempo para quem pede a aposentadoria. Outras 13.615 microfichas
já foram digitalizadas. Em breve, serão inseridas no sistema, ampliando
o número de contribuintes individuais para 24,6 milhões. O registro também
compreende um prazo maior. As informações são de contribuições desde 1973.
EXTRA
(COLUNA EXTRA,EXTRA!)
FAZENDA
A FESTA
Exatamente no quarteirão onde foi assassinada num assalto a analista da
Dataprev Sandra Ramos Decorte, há pouco mais de um ano, três ladrões
faziam a festa ontem na Rua Mena Barreto, em Botafogo, no fim da tarde.
Roubavam os motoristas, saíam do asfalto quando o sinal abria e voltavam
à carga com o sinal fechado.
Notícias
em 09/07/2004
VALOR
ONLINE
MANUTENÇÃO DOS
MAINFRAMES DA PREVIDÊNCIA CONTINUA SEM SOLUÇÃO
O impasse entre a Dataprev - Empresa de Tecnologia e Informação
da Previdência Social e a Cobra Tecnologia, companhia controlada pelo
Banco do Brasil, em torno da manutenção dos computadores de grande porte
do sistema previdenciário do país ainda não tem data para terminar. A
greve deflagrada ontem pelos funcionários da Dataprev pode atrasar
ainda mais a questão. Em fevereiro, a Dataprev iniciou o processo
licitatório para contratar uma companhia que administrasse os ativos e
desse manutenção nos três mainframes que suportam o seu trabalho. A Cobra
foi a única candidata, mas os valores propostos não foram aceitos e as
duas discutem uma forma de chegar ao consenso. Por enquanto, os mainframes
vêm sendo gerenciados por meio de um contrato emergencial com a própria
Cobra, que se encerra em setembro. A Cobra já declarou que não quer assinar
novos contratos emergenciais porque alega que suas margens são negativas
nos valores firmados. Foi justamente a discrepância entre o valor que
a Cobra recebe hoje mensalmente pelo trabalho _ R$ 3,53 milhões _ e o
pedido no envelope da licitação (R$ 4,67 milhões) que levou ao conflito.
A Dataprev achou o preço alto demais e desclassificou a Cobra no
dia 21 de maio. Esta, por sua vez, alega que os novos contratos são mais
amplos que o que está em vigor, em caráter de emergência. Mas concordou
em abaixar o preço para R$ 4,27 milhões mensais. O pedido foi indeferido,
mas a Dataprev convocou uma reunião para que a Cobra tivesse a
chance de apresentar nova proposta. O encontro aconteceu no dia 25 de
junho e, desde então, o comitê de licitação da Dataprev está analisando
a proposta. Os três mainframes são responsáveis pelo processamento da
folha de pagamento de benefícios a 22 milhões de aposentados e pensionistas
do país, além do sistema de arrecadação da Previdência e o Cadastro Nacional
de Informações Sociais, onde estão cerca de 400 milhões de registros trabalhistas.
Os funcionários da Dataprev recusaram a proposta de reajuste salarial
de 7% oferecida pela entidade e, por isso, deflagraram ontem greve por
tempo indeterminado.
Notícias em 08/07/2004
EXTRA
CORRIDA POR EMPRÉSTIMO
MAIS BARATO CRESCE 244%
Valor médio pedido por aposentados foi de R$ 2.998. O menor foi de R$
99
O empréstimo com desconto
em folha caiu nas graças dos segurados do INSS. De 19 de maio a 2 de julho
- ou seja, em 32 dias úteis - a Caixa Econômica Federal já concedeu 91.622
empréstimos para aposentados e pensionistas. Isso corresponde a 4,09%
do total de 2,33 milhões de benefícios pagos mensalmente por aquela instituição.
No primeiro levantamento da Dataprev, com dados até 4 de junho,
o número de empréstimos concedidos chegava a 26.618. De lá para cá, foram
mais 65.004 operações, um crescimento de 244%. Os dados fazem parte de
um levantamento da Dataprev, segundo o qual o valor médio dos créditos
obtidos foi de R$ 2.998. Ainda segundo a Dataprev, 50,7% dos que
pegaram empréstimo optaram por pagar a dívida em 36 meses. Outros 28,88%
escolheram quitar o débito em 24 meses e 9,64% preferiram liquidá-lo em
um ano. O menor valor liberado foi de R$ 99,54. O segurado escolheu pagar
o empréstimo em quatro parcelas de R$ 29,15. Por outro lado, o maior crédito
foi de R$ 52.738, a ser quitado em 36 meses, com prestações de R$ 2.474.
Mais de dois mil
empréstimos por dia
Total liberado
Segundo a Dataprev, no total a Caixa liberou R$ 274,7 milhões aos
segurados do INSS. Dos 91.622 beneficiados, 19.521 tiveram a primeira
parcela descontada no benefício de junho (pago este mês). Oito salários
Outro dado apresentado pela Dataprev dá conta de que 55,2% dos
empréstimos concedidos até agora pela Caixa Econômica Federal foram de
até oito salários mínimos, o que equivale a R$ 2.080. Operações
A média foi de 2.863 operações de empréstimo realizadas por cada dia útil.
No país, 18,1 milhões de aposentados e pensionistas reúnem condições de
ter essa modalidade de crédito.
Notícias em 07/07/2004
JORNAL
DO BRASIL - Ricardo Boechat
BRAÇOS CRUZADOS
1
Os empregados da Dataprev devem entrar em greve a partir de amanhã.
Não gostaram dos 7% de reajuste que foram oferecidos pela estatal. Se
pararem, o processamento da folha de pagamentos do INSS vai atrasar, sacrificando
23 milhões de aposentados e pensionistas
DIÁRIO
DE SÃO PAULO - Luís Fernando Dolci
PROCURA DE CRÉDITO
MAIS BARATO POR APOSENTADOS CRESCE 269%
Segurados descobrem as vantagens de pedir empréstimo na Caixa com desconto
no benefício a juros baixos para quitar dívidas nas financeiras
Atraídos pelos juros
baixos, aposentados e pensionistas estão buscando cada vez mais os empréstimos
com desconto direto no benefício do INSS. Segundo levantamento da Dataprev,
no primeiro lote de aposentados que procurou a Caixa Econômica Federal
para pedir empréstimo, foram incluídos 19.521 segurados, que começam a
pagar as parcelas a partir deste mês. Já os aposentados e pensionistas
que pediram o empréstimo no final do mês passado, e começarão a pagar
as parcelas no início de agosto, somam 72.101 - o que representa que a
procura por esta modalidade de crédito cresceu 269%. No total, 91.622
recorreram ao crédito consignado até sexta-feira, o equivalente a 4% do
total de 2,33 milhões que recebem o benefício todo mês pelas agências
da Caixa no país. A Caixa é o único banco que oferece o chamado empréstimo
em consignação para segurados do INSS, em que o desconto das parcelas
é feito direto no benefício. A operação está disponível desde o dia 20
de maio. Em São Paulo, recebem o benefício pela Caixa 437.231 segurados
da Previdência Social.
Notícias em 04/07/2004
O
GLOBO
O QUE MAIS DÓI
É A IMPUNIDADE
Sofrimento das famílias que não conseguem ver punidos os
assassinos de seus parentes
A dona-de-casa Selma
de Oliveira Xavier, de 33 anos, perdeu o marido, o vigilante Darven Guimarães
Xavier, de 33, em 2 de agosto de 2003. Ele foi assassinado numa praça
de Ricardo de Albuquerque durante uma discussão que teria sido motivada
por uma pipa. A dicionarista Liana Koiller, de 50 anos, ficou viúva em
8 de março do ano passado. O seu marido, o professor universitário Gustavo
Armando de Pádua Schnoor, de 50 anos, foi morto em frente à sua casa,
em Laranjeiras, quando passeava com o cachorro. O motivo do crime é desconhecido.
Nos dois casos, à dor da perda se somou a da impunidade. Depois da tragédia,
Selma se mudou para Mangaratiba com os filhos Gabriella, de 13 anos, Gabriel,
de 11, e Darven Júnior, de 8, para não ter de cruzar com os assassinos,
que estão livres. Resignada, ela prefere pôr uma pedra sobre o assunto.
Pelo bem dos filhos. Mas sabe a dor que guarda: - Vai fazer um ano e eu
não consigo entrar em casa. Tudo me lembra o meu marido: ele sentado no
sofá da sala, cochilando com a TV ligada. Mas o que mais dói é a impunidade.
Sentimento semelhante
deprime Liana Koiller e os filhos Júlia, de 24, Miguel Adriano, de 22,
e Laura, de 19. Os tiros ouvidos naquela noite de março, um sábado de
carnaval, ainda ecoam em seus ouvidos. A imagem do pai caído, agonizando
na rua, ficará gravada para sempre em suas retinas. Mas eles sequer sabem
responder a uma pergunta básica: por quê? - A família só teve acesso ao
laudo 63 dias depois. E era um laudo vergonhoso, que sequer descrevia
quantos tiros meu marido levou - diz Liana. Eles deixaram a casa da Rua
Couto Fernandes, em Laranjeiras, na mesma noite do crime. De início, a
família ficou alojada na casa de parentes. Cada um num lugar. Hoje moram
num apartamento no Flamengo, cujo aluguel é rateado pela família. - Meu
marido, pai dos meus filhos, deixou de ser um cidadão e virou uma estatística
- desabafa Liana.
Excesso de trabalho,
falta de estrutura e aumento do número de casos são algumas das pistas
para explicar por que, numa cidade que registrou 2.574 homicídios em 2003,
pelos números da polícia, menos de 240 tenham chegado aos quatro tribunais
do júri da capital, totalizando o resultado pífio de 9,3% de denúncias.
- Eu acabei de arquivar um processo de uma mulher que foi decapitada.
Depois de 20 anos, havia três suspeitos. Ou seja, a autoria não estava
identificada. Não adiantaria prosseguir porque o crime prescreveu. Aqui
na Justiça são poucas as denúncias. O que cresce é o número de arquivamentos
por falta de autoria ou por prescrição. E isso é estarrecedor - diz a
titular do IV Tribunal do Júri, juíza Maria Angélica Guimarães Guedes.
Para ela, a impunidade é um dos multiplicadores da violência: - Imaginar
justiça num país de arquivamentos de inquéritos em crimes de natureza
grave é muito frustrante. Outro magistrado do Tribunal do Júri cita a
criação das centrais de inquérito, a falta de estrutura policial e a ineficiência
da polícia técnica como entraves ao trabalho do Judiciário: - Antes, todo
inquérito era distribuído à Justiça, sendo enviado depois ao MP. Com as
centrais, os inquéritos passaram a ir diretamente para o MP, só vindo
para cá as medidas que dependem de decisão judicial, como os pedidos de
prisão provisória. Mas, com o acúmulo de trabalho em delegacias e no MP,
as denúncias caíram de 18% para menos de 10% nos últimos 13 anos. É raro
o mês em que os quatro tribunais do júri, juntos, recebem 20 denúncias.
Segundo ele, só o
investimento maciço em segurança e a transferência dos serviços de polícia
técnica para o Judiciário resolveriam o problema: - Para enviar uma folha
de antecedentes criminais, o estado demora no mínimo 90 dias. Enquanto
isso, fico com o processo preso sem poder julgar. Sem contar os atrasos
nos laudos periciais - afirma o juiz. Um dos assassinos de analista de
sistemas ainda está solto Um grupo de pessoas retornava do almoço em 18
de junho de 2003 quando, nas imediações da Dataprev, em Botafogo,
assistiu estarrecido ao assassinato da analista de sistemas Sandra Ramos
Decorte. O caso originou protestos contra a violência, dando velocidade
às investigações que levaram à prisão do suspeito Márcio Barbosa. Ele
foi condenado por latrocínio, mas o autor dos disparos até hoje não foi
identificado. Apesar de a apuração ter avançado, os três filhos de Sandra
não acreditam mais em justiça. Pelo menos, na dos homens: - Eu procurei
o inspetor do caso e ele explicou que não podia fazer nada, porque tinha
cem inquéritos para investigar. Disse inclusive que o assassino da minha
mãe poderia já estar morto. E isso porque houve repercussão e cobrança
da mídia - lamentou Eduardo Decorte, o filho mais velho. Responsável pelo
caso, o promotor Márcio Nobre, da 1ª Central de Inquéritos, alega que
o crime não caiu no esquecimento: - O crime foi cometido por dois. Um
já está condenado e esperamos pegar o outro agora. Márcio Nobre defendeu
o MP. Para ele, as denúncias não chegam à Justiça porque os inquéritos
policiais não são concluídos e não por excesso de trabalho nas centrais
de inquérito: - Não sei se a razão para tantos casos não concluídos é
falta de estrutura ou de preparo do policial, talvez seja um pouco de
tudo isso. O que sei é que são pouquíssimos os inquéritos levados a cabo
no Rio.
Notícias em 01/07/2004
TI
GOVERNO Nº
60
O TCU DECIDE AMPLIAR
A INVESTIGAÇÃO NA DATAPREV...
O Tribunal de Contas da União decidiu concentrar esforços na fiscalização
dos sistemas de processamento de dados da Previdência Social: além da
auditoria no sistema de pagamentos de benefícios (Sisben), aprovada na
semana passada pelo plenário do Tribunal, os auditores vão verificar agora
o sistema de arrecadação e o sistema de óbitos (Sisob). A suspeita é que
esses sistemas também podem conter falhas que permitem a evasão do dinheiro
público. No sistema de benefícios, o TCU descobriu inúmeras falhas nos
aplicativos, que possibilitaram pagamentos indevidos, e determinou à Dataprev
medidas para corrigir os problemas. De acordo com o relatório do TCU,
o Sisben e o Sisob não dispõem de mecanismo automático de conferência
de dados. Com isso, aposentadorias e pensões continuam sendo creditadas
na conta de pessoas que já morreram. A partir do próximo mês, os auditores
devem voltar a investigar o Sisben para conferir se as falhas foram efetivamente
corrigidas. Até agosto, deve ser concluída a investigação no sistema de
arrecadação. Posteriormente, o TCU deve investigar o Sisob, sistema mantido
pela Previdência e alimentado pelos cartórios. Os auditores querem verificar
se os cartórios estão comunicando os falecimentos à Previdência, como
manda a lei. Eles já sabem que muitos cartórios não dispõem de comunicação
online com a Dataprev. De acordo com os auditores, o TCU vai investigar
se as falhas são causadas por corte nos investimentos da Dataprev
ou se têm outra origem. A Previdência, segundo eles, foi escolhida devido
ao grande volume de dinheiro que movimenta e à sua repercussão social.
...A EMPRESA SE
ANTECIPA E DIZ QUE ESTÁ CORRIGINDO AS FALHAS
A diretoria da Dataprev informou, por meio de sua assessoria de
imprensa, que ainda não recebeu comunicação oficial do TCU, mas que tem
conhecimento do relatório e está trabalhando em cima das falhas apontadas,
algumas, inclusive, já solucionadas. A empresa já vem, por exemplo, cruzando
informações com o cadastro de CPFs cancelados e com a base de dados, de
eleitores mortos, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Destaca
que muitas informações são antigas, de benefícios pagos há mais de 30
anos e que foram inseridas pelos servidores do INSS em uma época em que
não havia a exigência de vinculação do CPF do segurado - e lembra que
não era obrigatório o servidor registrar a matrícula dos segurados. Apesar
disso, a empresa garante que tem tomado uma série de ações para melhorar
a crítica e os filtros dos sistemas.
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