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Última atualização:29/09/2004
DATAPREV NA IMPRENSA Notícias em 29/09/2004 O DIA LOCAÇÃO SUSPEITA (INFORME DO DIA - ARNALDO CÉSAR) O Ministério Público Federal está investigando uma licitação feita pelo INSS para a locação de 7 mil computadores e 1.800 impressores. Uma encomenda e tanto. A Viúva deverá desembolsar com essa brincadeira a bagatela de R$ 138 milhões. O que está chamando a atenção dos procuradores é a intermediação feita pela Dataprev - o birô de informática da Previdência Social - para escolher o fornecedor dos computadores que serão utilizados em todas as agências do INSS espalhadas pelo País. O método utilizado nessa concorrência foi o de pregão público, e dele participaram duas empresas: a Cobra (ligada ao Banco do Brasil) e a subsidiária da multinacional alemã Siemens. Depois de mais de 20 lances, a Simens ficou com o supercontrato. Gente graúda da cúpula do Ministério da Previdência já foi ouvida. Entre elas o próprio presidente do INSS, Carlos Gomes Bezerra. O próximo a ser convocado a dar esclarecimentos aos procuradores do MP poderá ser o ministro da área, Amir Lando. Tanto Ministério da Previdência quanto INSS e Dataprev não quiseram comentar esse assunto ontem. Notícias em 28/09/2004 O DIA DATAPREV CONTESTA REPORTAGEM DOMINICAL (CARTAS) Muito nos estranhou a manchete publicada na edição de domingo, 26 de setembro: “Novo escândalo no INSS”. A reportagem deveria ter procurado a diretoria do INSS ou a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social - Dataprev. A manchete nada tem de novo. No próprio arquivo do jornal O DIA, na edição de 21 de janeiro, matéria da repórter Maria Luisa Barros anunciava: “TCU vê falhas no INSS”. O relatório que a matéria publicada classifica como “novo escândalo”, sem dar identificação do documento em que se baseou, foi debatido e aprovado no Plenário do TCU em dezembro de 2003. O DIA fez, ainda que involuntariamente, o jogo de quem deseja atacar o Governo, a Previdência, o INSS e a Dataprev, com interesses não muito claros, mas que podem servir àqueles que defendem a privatização da Previdência - em particular, da Dataprev. Marcelo Auler, Assessor de imprensa NOTA DA REDAÇÃO: As assessorias do INSS e da Dataprev foram contatadas na sexta-feira. A matéria deveria ter citado os contatos em busca de autoridades ou representantes que pudessem se manifestar. Assim, justificativas atenuantes para as falhas apontadas foram tiradas do próprio relatório do TCU - e publicadas. A matéria de janeiro, já dando conta da vulnerabilidade na rede, deve-se ao mérito das fontes da repórter à época. A reportagem de domingo, porém, foi produzida com base em relatório completo do TCU. Se o documento foi ou não debatido pelo plenário do tribunal e publicado ou não em veículo oficial, nada invalida o potencial de seu conteúdo - até porque esse tipo de relatório não pode e não deve ter prazo de validade para ser utilizado pela imprensa. Por fim, O DIA não faz jogo de ninguém ou para ninguém. Notícias em 27/09/2004 O DIA UM
GRANDE ALÍVIO PARA O BOLSO Os 21 milhões de aposentados e pensionistas do INSS têm pelo menos um bom motivo para comemorar, hoje, o Dia do Idoso: o sucesso da modalidade de empréstimos com desconto em folha de pagamento a juros mais baixos. As taxas cobradas pela Caixa Econômica Federal e Banco BMG - primeiras instituições a oferecer esse tipo de crédito - variam de 1,75% a 2,8%, contra média de 12,07% das financeiras. As diferenças em ponto percentuais se traduzem em reais. Por exemplo, um empréstimo de R$ 1 mil em seis meses a juros de 1,75% totaliza um desembolso de R$ 1.062,12 do tomador do crédito. Se o aposentado ou pensionista optarem por um empréstimo nas financeiras, a juros médios de 12,07%, o gasto total será de R$ 1.462,26. A diferença é de R$ 400,14, quase a metade do valor que foi emprestado. Em operações com maior prazo de pagamento, a diferença é ainda mais significativa. Para o montante de R$ 1 mil emprestado no crédito com desconto em consignação a ser pago em 36 meses (três anos), os juros são de 2,8%. Assim, o valor pago pelo tomador é de R$ 1.600,20. O mesmo empréstimo nas financeiras, a juros de 12,07%, vai representar uma dívida de R$ 4.418, mais de quatro vezes o valor emprestado. Os juros do desconto em folha de pagamento também são menores do que a taxa cobrada no Crédito Direto ao Consumidor (CDC) dos bancos, cuja média é de 3,6%, de acordo com levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). No empréstimo pessoal dos bancos, os juros médios são de 5,97%. De acordo com a Dataprev, as taxas de juros menores já levaram mais de 250 mil aposentados a pedir emprestado mais de R$ 740 milhões em apenas quatro meses de funcionamento dessa linha de crédito. O aposentado da Rede Ferroviária Federal Joviano de Souza, 65 anos, é um dos milhares de interessados que procuram o Banco BMG para fazer um empréstimo em consignação (com desconto na folha). “O pagamento nessas condições me facilita muito a vida”, afirma o aposentado. Joviano pegou um empréstimo de R$ 800, com prazo de pagamento de seis meses. Notícias em 26/09/2004 O DIA (Cláudio Humberto) ANACONDA
FIM
DA PICADA EXTRA JURO
MAIOR DO QUE O PROMETIDO A oferta de crédito a aposentados e pensionistas do INSS com desconto em folha só despertou a atenção de duas instituições até agora: a Caixa e o BMG, o único banco privado a apostar nesse filão, cujo risco de inadimplência é zero, pois o desconto da parcela é feito diretamente pelo INSS. O problema é que os aposentados, quando vão pegar os empréstimos, nem sempre se dão conta de que a Taxa de Abertura de Crédito (TAC), de até R$80, e o tempo que o banco leva para receber a primeira prestação encarecem as parcelas. No fim das contas, pagam mais do que a taxa de juros anunciada. Detalhe
faz diferença COMO
PEGAR O DINHEIRO EMPRESTADO Desistência: Se o cliente desistir, não basta apenas deixar de retirar o dinheiro. A operação foi autorizada, o crédito liberado, e o desconto será feito após autorização da Dataprev. Em caso de desistência, o cliente precisa avisar ao banco. Parceiros: Segundo o BMG, a parceria com o Real e o HSBC é para garantir maior acesso dos aposentados e dos pensionistas, pois esses bancos têm mais agências. Simulação: Na Caixa, quem pega R$1.500 (sem descontar IOF), em 36 meses, paga parcelas de R$70,15 (já com encargos). No fim, paga-se R$2.525 (juros de 3,14%). Onde procurar: O BMG tem dois telefones: 0800-283-3100 (MG, RJ e SP) e 0800-940-1341 (outros estados). Na Caixa, deve-se procurar as agências. MAIS
DE R$730 MILHÕES O DIA CADASTROS
DA IMPREVIDÊNCIA Novo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) revela irregularidades, inconsistências e rombos nos cadastros dos aposentados e pensionistas do INSS. Os auditores se basearam no cruzamento de informações articulado pela Força-Tarefa e apontaram 18 pontos vulneráveis nos dados de 21,1 milhões de benefícios ativos - que deveriam ser absolutamente precisos para a liberação da folha mensal de R$ 9 bilhões. Entre os achados da auditoria - a que O DIA teve acesso - estão 4,6 milhões de benefícios sem qualquer informação de CPF. Os dados do Certificado de Pessoa Física são assustadores. Há 67.117 benefícios com o número 999.999.999-99. Um só CPF recebe o pagamento de 217 benefícios. O Sisben (Sistema de Benefícios) mostra que o CPF 015.007.469-75 está relacionado a nada menos que 10 pagamentos diferentes. Entre as 33 principais “coincidências” de CPF (veja a tabela abaixo), oito casos são de uma mesma agência do INSS. “Causa estranheza o fato de a agência ser a mesma para oito casos”, suspeita o relatório. Outra preocupação é com datas. “O CPF 096.752.802-04 tem seis ocorrências no Sisben e oito registros no CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). Há três benefícios com os nomes “Aparecida”, “Joaquim” e “Jacob Renato”, com o nome da mãe “ignorado”. As datas de início do benefício (DIB) para os três casos correspondem aos anos de 1996 e 1999. “Fica demonstrada a total fragilidade do sistema de benefícios e do CNIS para identificar os segurados, o que denota altíssimo risco e grande possibilidade de serem inseridos naquele sistema segurados fantasmas”, alerta o TCU. O Tribunal de Contas da União informa ainda que a Diretoria de Benefícios do INSS publicou Plano de Ação que prevê o batimento on-line de CPF com a Secretaria da Receita Federal em todas as operações de concessão e atualização. Mas, segundo o relatório, os auditores entendem que a verificação da base da Receita deve ser confrontada com outros dados cadastrais para melhorar a identificação do beneficiário e “evitar a utilização do CPF de terceiros por beneficiários da Previdência”. Pensões
são um capítulo à parte Contribuintes
criticam fragilidade do cadastro Suspensão
para dados sem CPF Força-Tarefa
inibe os desvios Os 18 pontos fracos do INSS apontados pela auditoria 1 - Concessão ou revisão do benefício é feita por qualquer servidor. Inclusive terceirizados. 2 - Utilização de NIT (Número de Identificação do Trabalhador) irregular para a concessão de benefícios, permitindo alterações e inclusões pelo sistema de entrada de dados nas agências do INSS. 3 - Sistema recebe dados sem oferecer restrições ou críticas. 4 - O mesmo servidor analisa, autoriza, concede e habilita benefícios. 5 - Dispensa de documentação na inserção de dados. 6 - Utilização de CPF indevido. 7 - Manutenção de benefícios de titulares que apresentam registros no Sistema de Óbitos. 8 - Concessão de pensão por morte sem a existência de registro de morte. 9 - Registros no sistema de benefícios por procuradores constituídos por segurados para representá-los. Há casos em que um único procurador recebe 242 benefícios. 10 - Benefícios com conversão de tempo indevida. Diferença de até 40 anos entre a Data de Requerimento do Benefício (DER, quando o segurado ou pensionista dá entrada no pedido) e a Data de Início do Benefício (DIB, quando efetivamente o benefício começa a ser pago). 11 - Reativação de benefícios já suspensos, mesmo diante de falta de saque e registro no Sisob. 12 - Ausência de cruzamento aprofundado de informações entre o Sistema Único de Benefícios (SUB) e o Sisob. 13 - Falha na implantação de sistema seguro de alteração de dados. 14 - Emissão de Pagamentos Alternativos de Benefícios (PAB) indevidos por meio de códigos de decisão judicial e pagamento de resíduo. (diferença entre a DER e a DIB). Considerado parcialmente resolvido. 15 - Identificação do segurado no recebimento por cartão ainda é considerada insuficiente para evitar desvios. 16 - Pagamento de aposentadoria por invalidez a segurado que volta a trabalhar. 17 - Falta de automação na marcação de perícia médica após concessão de aposentadoria por invalidez para confirmar condição. 18 - Dados insuficientes no sistema (nome, CPF, nome da mãe, data de nascimento e NIT). Notícias em 24/09/2004 DIÁRIO DE SÃO PAULO (Elza Yuri Hattori) INSS
NÃO CONSEGUE REMETER ACORDO DE REVISãO A 253 MIL A Previdência Social está com dificuldade em enviar correspondências contendo os termos de adesão ao acordo da URV (Unidade Real de Valor) para 253.349 benefícios de finais 1, 2, 5 ,6 e 7. A razão é que faltam informações sobre a relação de salários de contribuição e da memória de cálculo destes benefícios. Tais documentos são essenciais para que a Dataprev, empresa que processa a folha de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), calcule a revisão, verifique se estes benefícios têm ou não diferenças a receber e envia as cartas com os termos de acordo aos segurados com direito a esta correção. A diferença da URV é devida aos benefícios concedidos entre março de 1994 e fevereiro de 1997. Notícias em 22/09/2004 O DIA
CORRIDA POR EMPRÉSTIMO Segundo a Dataprev, em apenas uma semana, a linha de crédito emprestou R$ 34 milhões, para 9.532 pessoas. A Caixa Econômica Federal - a outra instituição que oferece empréstimo em consignação - já emprestou R$ 705 milhões em quatro meses de operação da linha. Além de juros mensais mais baixos (1,75% a 2,8%, contra 12,07% das financeiras), o empréstimo com desconto em folha também permite abrir mão de consulta a SPC e Serasa. Foi exatamente esse motivo que levou o aposentado Aloysio Ribeiro França, 57 anos, ao BMG. “Meus principais objetivos são pagar uma dívida antiga, limpar meu nome e voltar a ter cheque especial”, conta Aloysio, que deve a uma rede de varejo. Aguardando a sanção
do presidente Lula
Notícias em 21/09/2004 O ESTADO DE SÃO PAULO DIRCEU:
ELEVAR SUPERÁVIT É CONSENSO NO GOVERNO Elevar o superávit primário, se for necessário, é consenso no governo. Quem afirma é o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. "Quanto a isso, o governo não tem meia medida", disse ontem Dirceu, durante palestra sobre Desafios ao Crescimento, promovida pela Internews, em São Paulo. "Todos aqui sabem o que é fazer o ajuste que não é de 4,25%, que é maior", ponderou, referindo-se aos resultados obtidos pelo governo. Em outro momento da palestra, Dirceu garantiu que o governo Lula segue com determinação o rigor fiscal, o que "é duro para nós", referindo-se a pressões do PT e de suas bancadas no Congresso. José Dirceu reclamou da interpretação dada pela imprensa às suas opiniões sobre política econômica. Segundo ele, as críticas feitas na segunda-feira da semana passada, no Fórum de Economia da FGV, foram vistas como contestação à atual política macroeconômica e também uma disputa com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. O ministro admitiu ainda que há divergências no governo, mas também há disciplina. "Dei minha opinião e não abri mais a boca." Em seguida, afirmou que o País já tem conflitos demais para que se crie mais um em torno da gestão da política econômica. Segundo ele, Palocci conhece sua posição, mas sabe também que tem na Casa Civil uma forte retaguarda de apoio à política econômica. Sobre a expansão da economia, Dirceu disse que prefere correr os riscos do crescimento a temê-lo. "Eu quero ter as dores do crescimento, como as dores do parto", afirmou, prevendo que o Brasil crescerá 5% a 6% ao ano nos próximos anos. Antes, disse que considera "quase uma doença a percepção de que crescimento traz crise". O ministro da Casa Civil ponderou que a expansão da economia traz "crises e oportunidades". Segundo ele, a história brasileira já mostrou que, quando cresce, o Brasil resolve seus problemas. Na sua opinião, crescer não provocaria irresponsabilidade fiscal nem descontrole da inflação. Ajuda- Ao ser indagado sobre a alta carga tributária brasileira, José Dirceu questionou a manutenção do juro real em 10,5% ao ano, defendendo uma taxa de 6%, que "ainda é alta". "Eu me pergunto por que uma taxa de juro real de 10,5% ao ano", disse o ministro. "É verdade que temos uma carga tributária deformada, principalmente pelo destino da arrecadação", admitiu, explicando que 80% vai para o pagamento do serviço da dívida, do pessoal e da Previdência. Em relação aos gastos com pessoal, Dirceu afirmou que o governo pretende avançar na reforma da estrutura do funcionalismo público em 2005. Sobre os gastos previdenciários, o ministro informou que o governo prepara uma reforma do Ministério da Previdência, com a criação da Secretaria da Receita Previdenciária e a reestruturação do Dataprev e do INSS. DIÁRIO DO NORDESTE (CE)
SÓ 611 ADERIRAM AO
ACORDO NO CEARÁ De acordo com a Dataprev, 52,2% dos termos de adesão foram entregues nas agências da Caixa Econômica Federal, enquanto 47,8% foram enviados ao Banco do Brasil. Para Mairta de Oliveira, do Serviço de Orientação da Revisão de Direitos do Instituto Nacional de Seguridade Social em Fortaleza (INSS), o número de adesões não foi maior devido à greve dos bancários. Por essa razão, as agências da Previdência Social não estão recebendo os termos nas cidades onde a greve continua. Entre os aposentados e pensionistas com finais 1 e 6, a Dataprev informa que 2.174 segurados não têm diferença a receber e aponta 3.365 beneficiários. Desses, somente 611 assinaram e devolveram o termo de adesão. Mas, segundo as informações da Dataprev, a estimativa é de 4.742 benefícios enquadrados na MP 205/2004, sendo 2.389 benefícios da terminação 1 e 2.353 com final 6. Em todo o Estado a quantidade de benefícios com direito a revisão chegam a 23.331. Este mês devem receber a carta de adesão os segurados com finais 2, 5 e 7. Em outubro está previsto a emissão das cartas de adesão para as finais 3, 8 e zero, ficando para novembro, os beneficiários com finais 4 e 9. Mairta de Oliveira afirma que o número calculado pelo INSS no Ceará é de 33 mil segurados, mas o número da Dataprev corresponde ao total de segurados que receberão a carta de adesão. O restante, relativo aos segurados mais antigos, o INSS terá de pegar o processo para calcular o valor da restituição e só depois emitirá a carta. Ela aconselha as pessoas que mudaram de endereço a informarem o novo para o INSS através do Previfone (0800780191). “Os segurados com finais 1 e 6, que pretendem aderir ao acordo, mas não receberam a carta, devem entrar em contato com as unidades do INSS para não ser prejudicado”, frisou. Notícias em 20/09/2004 FOLHA DE PERNAMBUCO (Ana Rosa Cavalcanti) INATIVOS PREFEREM CORREÇÃO NA JUSTIÇAAposentados deixam de assinar acordo da União e tentam reajuste nos tribunais Mais uma vez a Justiça deu provas de que tem mais “prestígio” entre a população do que o próprio Governo Federal. O exemplo da vez refere-se à baixa adesão dos aposentados e pensionistas do INSS com direito à revisão e ao pagamento dos atrasados da Unidade Real de Valor (URV) da maneira proposta pela União. Segundo dados da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), apenas 41.850 segurados de todo o País concordaram, até agora, em receber a correção de quase 40%, de um universo de 1,013 milhão de pessoas que receberam a carta em casa, dos quais 973 são pernambucanos. Em compensação, o número de processos com o mesmo objetivo - a revisão dos salários, só que com pagamento de atrasados de forma automática - nas varas da Justiça Federal vem crescendo desde que o Governo lançou o pacote, em julho. Só este ano, a 14ª e a 15ª varas da Justiça Federal no Estado protocolaram 3.457 ações da URV. A quantidade é maior do que o total de processos ajuizados em 2003 (3.529). O número de pedidos saltou 78%, de 389 para 694 ações no mês. Na opinião do presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas, João Inocentini, poucos segurados aderiram por causa das perdas que o acordo traz. A aposentada Suely Maux concorda com ele. Tanto é que Suely recorreu à Força Sindical para entrar com uma ação. “Primeiro, o Governo disse que, se quiséssemos receber, tínhamos que brigar na Justiça. Depois, fez essa trapalhada de acordo”. Por causa das perdas geradas na conversão da URV para o Real, Suely acabou conquistando o direito a receber R$ 11,714. Mas como tem ação tramitando, o INSS quer fazer o pagamento em 72 parcelas (6 anos). Notícias em 18/09/2004 AGORA (SP) 14
MIL APOSENTADOS ACEITAM PROPOSTA DE PARCELAMENTO Em São Paulo, 19,7% dos aposentados que receberam a proposta aceitaram o parcelamento. Foram enviadas 71.636 cartas com o termo de adesão e, segundo o INSS, 14.181 aposentados assinaram o acordo. Esse balanço corresponde às cartas enviadas em agosto para os aposentados com o benefício de final 1 ou 6 com direito à revisão. No país, 209 mil pessoas receberam a carta, porém, apenas 41.850 aposentados aceitaram a proposta. Agora em setembro, as propostas foram enviadas pelo governo aos aposentados com benefício de final 2. 5 ou 7. Para aderir ao parcelamento, que pode chegar a oito anos, o aposentado deve assinar um dos termos enviados pelo INSS. Quem tem ação na Justiça assina o Termo de Transação Judicial, renunciando ao processo. O aposentado que não entrou na Justiça e concorda com o parcelamento devem assinar o termo de adesão.
DIÁRIO DE SÃO PAULO (Elza Yuri Hattori)
INSS VAI PAGAR EM
OUTUBRO REVISÃO A 41.850 QUE ADERIRAM AO ACORDO Exatos 41.850 aposentados
e pensionistas - com benefícios com finais 1 e 6 - terão a correção da
Unidade Real de Valor (URV) na folha de setembro, que será paga no primeiro
dia útil de outubro pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Esses
segurados entregaram até a noite de quinta-feira os termos de adesão ao
acordo do Governo, previsto na Medida Provisória nº 201, que autorizou
a revisão das aposentadorias concedidas entre março de 1994 e fevereiro
de 1997. A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social
(Dataprev) concluiu ontem o processamento destes benefícios para garantir
o reajuste de até 39,67%, no mês que vem. Junto com a correção, será depositado
o valor retroativo ao mês de agosto, como determina a MP. Segundo a Dataprev, 52,2% dos 41.850 termos foram entregues nas agências da Caixa Econômica Federal e 47,8% no Banco do Brasil. Os postos do INSS só estão recebendo os termos nas cidades onde o acesso à rede bancária é restrito. FOLHA DE PERNAMBUCO (PE)
SÓ 973 INATIVOS TERÃO
CORREÇÃO
JORNAL DO COMMERCIO (PE)
ADESÃO DE SEGURADO
É DE 19,98% Os 41.850 aposentados e pensionistas terão os benefícios corrigidos a partir do salário de setembro, cujo pagamento é feito nos primeiros cinco dias úteis de outubro. O INSS também depositará o valor referente ao mês de agosto. Em Pernambuco, 973 segurados com benefícios cujos finais são os números 1 e 6 assinaram o termo de acordo e receberão a correção. Isso representa uma adesão de 17% no Estado, porque um total de 5.725 têm diferença a receber. Os segurados com finais 1 e 6 ainda podem assinar o termo do acordo nos próximos dias, com garantia de ter a remuneração corrigida até duas folhas seguintes. A próxima revisão vai contemplar os benefícios com final 2,5 e 7 - mas os segurados deverão assinar a adesão até a primeira metade de outubro. Todas as regras estão contidas na Medida Provisória nº 201/2004. Locais - As Agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil estão recebendo os termos. A maioria daqueles entregues até o momento (52,2%) foi encaminhada à Caixa. As agências da Previdência Social estão recolhendo os termos nas cidades onde o acesso à rede bancária é restrito. Nas residências dos segurados que não têm direito ao benefício, deve chegar documento informando que eles ficarão sem a correção. Os beneficiários com direito receberão três cartas, com o Demonstrativo de Cálculo Prévio com o valor do benefício reajustado e o total de atrasados a receber e ainda os termos de Acordo e de Transação Judicial. A Confederação Nacional dos Aposentados e Pensionistas (Cobap) e o Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical orientam os segurados do INSS a não aceitarem a proposta de pagamento do Governo Federal. O DIA
INSS REVISA 41.850
BENEFíCIOS
EXTRA
DÍVIDA DA URV No Rio, somente 6.804 segurados receberão os salários corrigidos no mês que vem. Segundo a Dataprev, foram enviadas 31.941 cartas no estado a quem tem benefícios com final 1 ou 6. Portanto, em outubro, a revisão será paga a apenas 21,3% do total que poderia ser beneficiado. Justiça a pleno
vapor
Notícias em 17/09/2004 JORNAL O DIA
APOSENTADOS GANHAM
CRÉDITO Maioria dos que
procuram a Caixa ganha até R$ 1.040 Liminar dispensa
o acordo da URV JORNAL DO COMMERCIO (PE) - COLUNA CLÁUDIO HUMBERTO ÚLTIMO
A SABER DIÁRIO DE SÃO PAULO (Elza Yuri Hattori)
INSS SE PREPARA PARA
PAGAR AS 957 PRIMEIRAS REVISõES DA ORTN/OTN O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não contestou as 957 sentenças do Juizado Especial Federal de São Paulo (JEF-SP) determinando a revisão de benefícios pela Obrigação Reajustável do Tesouro Nacional/Obrigação do Tesouro Nacional (ORTN/OTN) e agora já se prepara para pagá-las. Estas sentenças foram as primeiras ações de revisão pela ORTN/OTN julgadas em bloco pelo Juizado de São Paulo. As decisões foram incluídas no quinto superlote, divulgado em 3 de julho deste ano. O prazo para o INSS recorrer das decisões terminou na quarta-feira, dia 15 - 10 dias após a intimação, em 1º de setembro. Agora, a Previdência informou que só aguarda o ofício do Juizado determinando a execução das sentenças. Este ofício é expedido junto com a publicação do trânsito em julgado (não cabe mais recurso) das sentenças, quando não cabem mais recursos. O Juizado espera dar o trânsito e enviar este ofício ao INSS o mais rápido possível. As sentenças especificam 15 dias após o trânsito para que o INSS corrija os benefícios. O reajuste dos benefícios referentes às 957 sentenças (veja lista abaixo) deverá ser pago em novembro, se o Juizado conseguir expedir o ofício a tempo de o INSS implantar as revisões na folha de outubro, que é paga nos cincos primeiros dias de novembro. A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) começa a processar a folha por volta do dia 10 de cada mês e conclui os trabalhos até o dia 20. Segundo o Juizado Especial, as revisões de ações pela ORTN/OTN garantem reajustes de até 15% nas aposentadorias e pensões. Em média, os percentuais variam de 6% a 8%. Este índice de correção é devido a benefícios concedidos entre 17 de junho de 1977 e 4 de outubro de 1988. Não são todos os meses e anos deste período, no entanto, que têm direito à revisão. Dependendo do mês e do ano da concessão não há diferenças a receber, como todo o ano de 1978 e boa parte de 1977 (exceto junho). Isto porque nestes anos, o índice de reajuste dado pelo Governo nos benefícios previdenciários foi melhor do que a ORTN/OTN. Atrasados
Notícias em 16/09/2004 FOLHA DE PERNAMBUCO ACORDO
COM GOVERNO ACABA HOJE A TARDE (BA) PARCELAMENTO
TEM BAIXA ADESÃO EXTRA CORREÇÃO
DOS SALÁRIOS VALE A PARTIR DE AGOSTO O INSS vai concluir, no pagamento de outubro, pelo menos 22 mil revisões de segurados, cujos termos de adesão ao parcelamento da URV já chegaram à Dataprev . E, como Medida Provisória 201/2004 prevê que todos os segurados que quiserem fazer o acordo (mesmo os que ainda não receberam os termos) têm direito ao reajuste salarial retroativo a agosto desse ano, quem tiver a correção a partir do mês que vem ganhará também a diferença de agosto. Parcelamento Paciência
para receber o dinheiro DIÁRIO DE SÃO PAULO MAIS
DE 344 MIL SEGURADOS NÃO TERÃO A REVISÃO DA URV Em todo o país 344.804 aposentadorias e pensões abrangidas pela Medida Provisória (MP) nº 201, que autorizou a revisão dos benefícios concedidos entre março de 1994 e fevereiro de 1997 (URV/IRSM), não têm diferenças a receber. Os titulares destes benefícios (24,76% do total) estão recebendo cartas da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) informando que ao calcular a revisão, conforme os critérios da MP, constatou-se que não haverá alteração na renda mensal. A mesma carta comunica a estes segurados que eles não têm necessidade de aderir ao acordo da revisão proposto pela MP. Os números poderão aumentar, pois ainda existem 253.349 benefícios que dependem de informações das agências do INSS para que a Dataprev possa ter certeza se há ou não diferenças a pagar. Segundo o Ministério da Previdência Social, a grande maioria dos casos - em que a revisão não garante aumento - compreende trabalhadores que ao pedirem aposentadoria tiveram o benefício calculado abaixo de um salário-mínimo. Mesmo com a revisão, estas aposentadorias permanecem abaixo do mínimo. Mas como nenhum benefício pode ser inferior a este valor, os segurados tiveram automaticamente o benefício elevado para um salário-mínimo e continuarão a receber o valor atual. O DIA APOSENTADO
PREFERE A JUSTIÇA Os aposentados e pensionistas do INSS com direito à revisão e ao pagamento dos atrasados da URV (Unidade Real de Valor) confiam mais na Justiça do que no acordo proposto pelo Governo federal. Como previam as associações, sindicatos e confederações de segurados, as condições oferecidas pela Medida Provisória 201 (MP) não foram atraentes. No Rio, o número mensal de ações protocoladas nos juizados especiais federais especializados em causas previdenciárias subiu de 62.890, em junho, para 65.307, em julho. No mês passado, foram 65.615 processos. Na terça-feira, o Ministério da Previdência divulgou que até aquele dia somente 22.816 termos de adesão foram repassados à Dataprev - 1,9% das cartas enviadas a 1,013 milhão de pessoas. Um dos principais entraves ao acordo é o prazo de pagamento dos atrasados fixado pela MP. Para quem entrou na Justiça, o parcelamento será em até seis anos. Para quem não entrou, em oito anos. Nos juizados especializados em causas previdenciárias, o tempo de julgamento das ações está mais ágil, principalmente em relação à Justiça Comum. A Justiça Federal não estipula prazos para o recebimento do valor atrasado, já que cada juizado trabalha de uma maneira. Mas, segundo fontes do órgão, a partir de agora, o pagamento deve sair em, no máximo, seis meses. Pagamento
integral de atrasado determina escolha Notícias em 15/09/2004 ISTO É DINHEIRO LANDO
NO VESPEIRO AGORA (SP) 22.819
ADESÕES JÁ FORAM DEVOLVIDAS À PREVIDÊNCIA EXTRA ÚLTIMO
DIA PARA RECEBER ESTE MÊS Os segurados do INSS com benefícios terminados em 1 e 6 e com direito às correções da URV (aposentadorias e pensões concedidas entre março de 1994 e fevereiro de 1997) ainda podem garantir o pagamento do reajuste na folha deste mês, paga nos primeiros cinco dias úteis de outubro. Mas, para isso, é preciso entregar o termo de adesão ao acordo até amanhã, quando a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BB) enviarão um novo lote de termos à Dataprev. Os valores da correção são retroativos a agosto. Até ontem, a Dataprev recebeu dos bancos 22.819 termos. Nem todos são referentes a benefícios com finais 1 e 6. A empresa vai processar na sexta-feira os formulários já entregues e os que forem enviados até amanhã. Retroativo O DIA URV:
BAIXA ADESÃO A ACORDO É muito baixa a adesão dos aposentados e pensionistas do INSS ao acordo de reposição das perdas na conversão da Unidade Real de Valor (URV). Até agora, a Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social) recebeu somente 22.819 termos de adesão. Têm direito à revisão e ao pagamento dos atrasados os segurados com benefícios concedidos de março de 1994 a fevereiro de 1997. Até o momento, foi enviado 1,013 milhão de correspondências - o que representa adesão de apenas 1,9%. Somente na sexta-feira será divulgada a relação de benefícios terminados em 1 e 6 que terão direito à revisão administrativa na folha deste mês - com pagamento no começo de outubro. Os aposentados vão receber o reajuste retroativo a agosto. O número será conhecido só no fim da semana porque as informações serão repassadas até quinta-feira pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. Das 22.819 adesões já recebidas, 22.281 foram enviadas pelo BB. A Caixa remeteu somente 336 adesões e outras duas vieram do INSS. O Ministério da Previdência afirma que é cedo para fazer avaliação sobre as adesões, argumentando que a base de cálculo não seria precisa. Alega que não se sabe quantos efetivamente receberam as cartas, o total de ações que chegou à fase final na Justiça ou o volume de correspondências que seguiram para endereços não-atualizados. Além disso, o repasse de termos do BB e da Caixa para a Dataprev é feito por lotes. Sindicatos
sugerem boicote até que MP seja aprovada DIÁRIO DE SÃO PAULO BALANÇO
DA DATAPREV CONFIRMA ADESÃO AO ACORDO DE SÓ 1,63% A adesão
ao acordo do Governo para revisar as aposentadorias e pensões concedidas
entre março de 1994 e fevereiro de 1997 pela Unidade Real de Valor (URV)
continua baixa. Segundo balanço divulgado ontem pelo Ministério da Previdência
Social, a Dataprev - empresa responsável pelo processamento da
folha do INSS - recebeu até a noite de segunda-feira 22.819 termos de
adesão - ou 1,63% dos 1,399 milhão de benefícios com direito à revisão.
Das 22.819 adesões recebidas, a maior parte (22.281) foi enviada pelo
Banco do Brasil (BB), um dos dois bancos encarregados de fazer a recepção
dos termos de acordo entregues pelos aposentados. A Caixa Econômica Federal,
que também está recebendo os termos, enviou à Dataprev 336 adesões.
Dois documentos vieram do próprio INSS. As agências da Previdência, porém,
não recebem termos. Do total de termos entregues até segunda-feira estão
incluídos diversos finais de benefícios: 1, 2, 5, 6 e 7. A Dataprev
já enviou para a casa dos aposentados em torno de 1,9 milhão de correspondências.
Os aposentados com direito à revisão receberam dois tipos de cartas: uma
com os termos de adesão e de desistência de ação judicial e uma outra
com os valores revisados e os atrasados. Vale lembrar que no total de
correspondências enviadas até agora constam os segurados que não têm direito
à correção e que receberam uma carta informando a ausência do direito
à revisão. Em outubro, de acordo com o calendário previsto na MP da revisão,
serão postadas as três versões das cartas dos benefícios terminados em
3, 8 e 0 e, em novembro finais 4 e 9. Notícias em 14/09/2004 DIÁRIO DE SÃO PAULO APOSENTADOS
ADERIU 1% DE AO ACORDO DA REVISÃOAPENAS Até ontem 13.966 aposentados e pensionistas do INSS tinham aderido ao acordo de revisão de benefícios pela Unidade Real de Valor (URV) previsto na Medida Provisória nº 201, assinada no último dia 23 de julho. Eles representam 1% dos 1.399.000 benefícios com direito ao reajuste devido a quem se aposentou entre março de 1994 e fevereiro de 1997. Do total de adesões, 13.888 segurados entregaram os termos de acordo nas agências do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal e 78 registraram o termo de desistência de suas ações (transação judicial) no Juizado Especial Federal de São Paulo (JEF-SP). O BB enviou para a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), até sexta-feira, um total de 13.878 termos de adesão recepcionados em suas agências. A Caixa Econômica Federal fez duas remessas, uma de quatro documentos na sexta e outra de seis ontem, provavelmente para testar os sistemas. Acaba
hoje Notícias em 13/09/2004 O LIBERAL (PA) Painel Notícias em 12/09/2004 ESTADO DE SÃO PAULO QUEM
RECEBE OS TERMOS DE ADESÃO AO ACORDO ESTE MÊS Os segurados da Previdência Social que têm benefícios com finais 2, 5 e 7 que tiveram a aposentadoria ou pensão concedida entre março de 1994 e fevereiro de 1997 começaram a receber na semana passada a carta de adesão ao acordo proposto pelo governo para a revisão da renda inicial. Esses segurados têm direito a um reajuste que pode variar de 1,17% a 39,67%. Isso porque, na apuração da renda inicial, em vez de usar o Índice de Reajuste do Salário Mínimo (IRSM) de fevereiro de 1994, de 39,67%, a Previdência Social aplicou a variação da Unidade Real de Valor (URV). A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) enviou, semana passada, as correspondências para os 420.440 segurados com finais 2, 5 e 7 que têm direito à revisão. Cada segurado recebe duas cartas. Na primeira, há o Demonstrativo de Cálculo Prévio do novo benefício e dos atrasados a serem pagos. Pela proposta do governo, os atrasados serão parcelados entre um e oito anos. Serão levados em conta a idade do segurado, o valor a receber e se move ou não ação judicial. Na segunda, estão os termos de adesão ao acordo e o de transação judicial. Quem não tem ação na Justiça deve preencher o termo de adesão e entregar o documento em qualquer agência da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. Se move ação, mas o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ainda não foi citado (informado) pelo juiz, o segurado deverá fazer uma cópia do termo de adesão e entregar uma via no local em que entrou com o processo (Juizado Especial Federal, Vara Federal ou Estadual) e outra em qualquer agência da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. Se o INSS já foi citado na ação, o aposentado deverá entregar o termo de transação judicial na Justiça. O prazo de adesão vai até 30 de junho. Feita a adesão ao acordo, segundo o Ministério da Previdência Social, o benefício reajustado começará a ser pago em até dois meses. O repasse das parcelas dos atrasados aos aposentados, no entanto, terá início apenas a partir de janeiro de 2005. A GAZETA (ES) RAPAZ
LOCALIZA FAMÍLIA NO ES Segredo. Em 1970, Adozina era viúva e ficou grávida de um primo. Na época a família morava em Vitória e passava muitas dificuldades. Sua mãe decidiu que ela deveria dar a criança para adoção. "Nós tínhamos uma tia no Rio de Janeiro. Minha avó, ficou com a gente e mandou minha mãe para lá", contou uma das irmãs de Tom, Luiza Pontara, 43. Ela revelou que a mãe se arrependeu de ter dado o filho. "Ela sofria muito, mas minha avó era muito conservadora". Depois que teve o bebê, Adozina voltou para São Mateus. Nides também sabia do irmão, e diz que será uma felicidade poder conhecê-lo. Luíza é mais cautelosa ao falar sobre o assunto. "Minha mãe falava para mim do que sentia. Mas não é fácil relembrar. Esta história ainda traz muita dor". DIÁRIO DE SÃO PAULO (Elza Yuri Hattori) EMPRÉSTIMO
COM O DESCONTO EM BENEFÍCIO FAVORECE OS MAIS POBRES Os aposentados e pensionistas que ganham até dois salários-mínimos (R$ 520) por mês são os maiores tomadores de empréstimos bancários com desconto direto no benefício do INSS. Levantamento realizado pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) para o DIÁRIO, mostrou que 112.855 - ou seja, 52,88% dos 213.418 empréstimos concedidos desde o início do programa em 19 de maio até quinta-feira (2 de setembro) - foram requeridos por segurados com renda mensal de até R$ 520. Deste total, 79.540 (o equivalente a 37,27%) foram empréstimos solicitados por segurados com vencimentos de um salário-mínimo (R$ 260) e 33.314 (15,61%) por quem recebe aposentadorias ou pensões de até dois mínimos (R$ 520). Na faixa de dois a três salários-mínimos (até R$ 780) os empréstimos representaram 12,26% do total concedido até agora. Segundo a Dataprev, somados os empréstimos para os segurados que recebem por mês até quatro salários (R$ 1.040) verificou-se que até esta faixa de renda os empréstimos representaram 75,74% do total. Na faixa que recebe de 9 a 10 salários (entre R$ 2.340 e R$ 2.600), os empréstimos com desconto no benefício totalizaram apenas 85 contratos (meros 0,04% do total). De acordo com a Dataprev, o estudo comprova que os empréstimos com o desconto direto no benefício favorecem os mais pobres. A pesquisa foi feita com base nos empréstimos efetuados pela Caixa Econômica Federal, única instituição a aderir ao programa implantado pelo Governo federal até o mês passado. Até agosto, o banco fechou 209.858 empréstimos com segurados do INSS, num valor de R$ 612 milhões. Estes empréstimos entraram na folha de pagamentos da Previdência até o dia 2 deste mês. Os outros 3.560 contratos fechados após esta data só entrarão na folha de outubro. A oferta de crédito mais barato para segurados do INSS com desconto no benefício, segundo a Dataprev, tem resultado no aumento de abertura de contas bancárias. De maio a agosto os quatro maiores bancos do país, que concentram 65,17% das aposentadorias e pensões do INSS registraram um aumento de 391.612 pagamentos de benefícios. Deste total, 175.566 (ou seja, 45,60%) aposentados e pensionistas abriram novas contas na Caixa Econômica. Os 213.418 empréstimos já concedidos pela Caixa não chegam a 10% do total de aposentadorias e pensões pagas pelo banco. Segundo a Dataprev, em agosto, a Caixa pagou 2.428.066 benefícios. Em todo o país 18.283.866 aposentados e pensionistas têm direito a pedir empréstimo bancário com desconto em folha. O programa não abrange outros beneficiários do INSS. Dados da Dataprev mostram que a maior procura por empréstimos com desconto no benefício ocorreu em julho - quando 71.862 segurados levantaram R$ 211 milhões na Caixa. Como as prestações são descontadas diretamente no benefício pago todos os meses pela Previdência, as taxas de juros são mais baixas - variando de 1,75% a 3,1% ao mês - dependendo do prazo de pagamento (de 1 a 36 meses). A média do prazo de empréstimos é de 28 meses e de valores (até agosto) de R$ 2.916,67. Segundo a Dataprev, os valores de empréstimos variaram de R$ 99,53 a R$ 52.738,44. Este último valor foi levantando por um trabalhador com aposentadoria especial, que fez o empréstimo para ser pago em 36 parcelas de R$ 2.474,43 - maior parcela mensal já descontada. A menor parcela, no entanto, foi de R$ 6,39 para um empréstimo de R$ 128 a serem quitados em 36 meses. JORNAL DO COMMERCIO (PE) SEGURADO
DE BAIXA RENDA PEDE MAIS EMPRÉSTIMOS A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) realizou um cruzamento de dados para diagnosticar o perfil econômico dos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que vêm utilizando o empréstimo consignado em folha, autorizado em medida provisória pelo Governo Federal. O levantamento da Dataprev verificou que 52,88% dos empréstimos contratados foram para pessoas com renda inferior a dois salários mínimos (veja arte). O Departamento de Benefício da Dataprev utilizou como metodologia de estudo o cruzamento das informações dos 213,4 mil contratos de empréstimo efetuados pela Caixa Econômica Federal (até então o único banco a oferecer o benefício, desde o mês de maio) com os dados cadastrais dos aposentados e pensionistas que contrataram esses financiamentos. O resultado apontou que 37,27% dos segurados que pegaram empréstimo consignado (cujo montante já somava R$ 612 milhões na semana passada) recebem benefício de até um salário mínimo pela Previdência Social. Ou seja, cerca de 79 mil pessoas com benefícios mensais inferiores a R$ 260 contrataram o empréstimo consignado pela Caixa, com juros variando entre 1,75% a 3,3% ao mês. Já os segurados que recebem benefício de até quatro salários mínimos (R$ 1,04 mil) tiveram participação de até 12,26% nos empréstimos contratados. A Dataprev informou que os beneficiados pela linha de crédito mal chegam a 10% do total de aposentados e pensionistas do INSS. Em Pernambuco, cerca de 9 mil pessoas haviam tomado R$ 25,4 milhões na semana passada, perfazendo uma média individual de R$ 2,8 mil por financiamento. O Estado é o segundo do Nordeste (atrás apenas da Bahia) e ocupa a sétima colocação no Brasil em volume de recursos emprestados aos aposentados e pensionistas do INSS. A maior concentração de empréstimos está em São Paulo, onde mais de 45,6 mil pensionistas sacaram R$ 149 milhões da linha de crédito da Caixa Econômica. O prazo para pagamento pode chegar a 36 meses, mas a média contratada é de 28 parcelas mensais. ZERO HORA (RS) ESTADO
É O QUARTO EM EMPRÉSTIMO DA CAIXA Os aposentados e pensionistas gaúchos estão na quarta posição na corrida por empréstimos da Caixa Econômica Federal com desconto no pagamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Dos mais de 209 mil beneficiários que buscaram os recursos da Caixa nos três meses e meio de funcionamento do programa, cerca de 19 mil são do Rio Grande do Sul, o equivalente a 9,07% do total de empréstimos. Na frente dos gaúchos, estão São Paulo (45.535 empréstimos), Minas Gerais (32.686) e Rio de Janeiro (23.588). Juntos, os quatro Estados somaram 57,5% do total de operações concedidas pela Caixa no país. Ao todo, foram R$ 612,8 milhões emprestados. Os dados, divulgados pelo Departamento de Benefícios da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social, revelam que a maioria dos requerentes (52,88%) tinha renda média de até dois salários mínimos. A média dos valores emprestados ficou em R$ 2.916,67, e o prazo de pagamento, em 28 meses. Desde o início do serviço de empréstimo com desconto em folha de pagamento, a Caixa viu crescer também o número de beneficiários do INSS que optaram pelo recebimento de suas aposentadorias e pensões em agências da instituição, com 178,5 mil novos correntistas desse tipo. O programa começou no dia 19 de maio e oferece empréstimos com desconto no pagamento do INSS a juros que variam de 1,75% a 3,3% ao mês. Saiba
mais DIÁRIO DE SÃO PAULO EMPRÉSTIMO
COM O DESCONTO EM BENEFÍCIO FAVORECE OS MAIS POBRES O DIA CRÉDITO
SOCORRE APOSENTADOS Aposentados e pensionistas estão em guerra contra os juros altos e sendo atraídos para outras frentes. Fugindo das pesadas taxas cobradas em algumas modalidades de crédito e financeiras, eles migram para linhas de empréstimo específicas para quem recebe benefício do INSS. As preferidas incluem o desconto direto na folha de pagamento ou débito na conta. Há juros a partir de 1,75% - os menores do mercado para pessoas físicas - e prazo de pagamento de até 36 meses. Essas facilidades no crédito estão socorrendo principalmente os idosos de baixa renda. Segundo levantamento da Dataprev, entre os aposentados e pensionistas que tomaram crédito com desconto em folha na Caixa Econômica Federal, 75,74% têm renda de até quatro salário mínimos (R$ 1.040). Nesse universo, 32,27% recebem até um mínimo (R$ 260). O motivo da corrida das classes C, D e E aos novos empréstimo está nas vantagens oferecidas. Calculando na ponta do lápis, a diferença impressiona. Se um aposentado tomar emprestados R$ 200 em uma financeira, onde os juros médios são de 12,18%, pagará R$ 293,34 ao fim de seis meses. Caso o mesmo empréstimo, no mesmo prazo, seja contratado com desconto em folha, a juros de apenas 1,75%, o tomador vai desembolsar bem menos: R$ 212,40. Os R$ 80,94 de diferença são mais que um terço do valor do crédito solicitado. O carteiro aposentado João de Paulo Silva, 52 anos, já percebeu que pode obter vantagens se pesquisar as condições dos empréstimos. Na quinta-feira, ele esteve na Caixa para avaliar se será vantajoso transferir seu pagamento do Banco do Brasil para a instituição financeira. “Busco juros menores e limite maior de crédito. Estou estudando possibilidades. Vou também ao Unibanco”, disse o aposentado, que usará o dinheiro para quitar contas de telefone. O montante dos créditos surpreendeu o mercado. De maio a agosto, a Caixa Econômica já emprestou mais de R$ 621 milhões a 213 mil aposentados. No Banco do Brasil, que oferece duas linhas de crédito específicas para os beneficiários do INSS, a quantia emprestada passa de R$ 169,4 milhõe 18,2
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